Virtualidades

29/06/14

O volume morto

As coisas estão meio complicadas, pesadas mesmo. Não estou falando da Copa. A Copa segue seu ritmo e sua forma ancorada em uma estética de estádio tudo igualzinho que não revela lugar nenhum, por isso arena?, nesse controle que se impôs ao país, mais um. Fora outras mordidas da Fifa que nunca serão punidas, porque o ministro que comanda isso só foi valentão com ribeirinhos e a população desarmada de argumentos.
Nem estou falando do perigo que mora no outro, o próximo e o distante, com suas leituras de tramas urdidas que poderiam afetar suas vidas débeis, sua segurança impudente, seus valores capengas, seu sorriso falso, seu olhar treinado para buscar uma sedução meia boca. O outro que existe, e isso acaba se tornando inevitável.
O que falo é que dois termos entraram para o noticiário sem nenhum estranhamento, porque domesticaram imediatamente nossa aceitação pela informação - a rainha do pensamento atual. Volume morto e fundos abutres. O primeiro é uma água além da reserva, uma água morta.
Tomei um banho hoje super relaxante com minha parcela do volume morto. Esse refresco foi feito com volume morto, não está uma delícia? Perguntas surreais no país das águas.
O outro – o fundo abutre – é o pessoal que compra papéis da dívida pública que pareciam não valer mais nada, mas valem o escrito, se um juiz assim o determinar. Argentina está frita com eles. É uma lavagem de dinheiro com volume morto para alimentar os especuladores abutres.
Já estou com tanto livro de novo que não encontro meu Murilo Rubião. Vou procurar...
Acabei achando na internet mesmo, pois o livro deve estar fora da estante entre uma caixa de uma camisa que não deu certo porque azul demais que sua fácil e um selim que resisto a lançar fora, pois será um dia o princípio de uma nova bicicleta antiga.
Achei o fantástico Rubião:
(... ) Se, distraído, abria as mãos, delas escorregavam esquisitos objetos. A ponto de me surpreender, certa vez, puxando da manga da camisa uma figura, depois outra. Por fim, estava rodeado de figuras estranhas, sem saber que destino lhes dar.
(...)
“Quase sempre, ao tirar o lenço para assoar o nariz, provocava o assombro dos que estavam próximos, sacando um lençol do bolso. Se mexia na gola do paletó, logo aparecia um urubu. Em outras ocasiões, indo amarrar o cordão do sapato, das minhas calças deslizavam cobras. Mulheres e crianças gritavam. Vinham guardas, ajuntavam-se curiosos, um escândalo. Tinha de comparecer à delegacia e ouvir pacientemente da autoridade policial ser proibido soltar serpentes nas vias públicas.”
O ex-mágico da Taberna Minhota

08/06/14

Espanhol de google...


Cazzo, no sabía el resultado de la competencia, no han tenido tiempo de entender mis notas. Dio chica argentina. Es decir, la pérdida fue mayor para todos los candidatos. Ser derrotado por un argentino en su propia lengua indica sólo tres lecturas: o ella es un genio, o estamos todos mala puta misma. O la banca es de hecho una esfinge sin enigmas.