Na repentina São Paulo te vejo – solitária.
Tudo é passarela: o sinal estagna a multidão.
De cima vejo o chão: anéis, pulseiras de couro, ônix, ematita.
Do tecido, sua voz, seca, oferece os objetos, e como todos saem levando o cheiro de patchouli do incenso que lhe protege.
Da calçada da Fiesp você apenas expõe, não quer conversa.
Logo ali, onde o touro invisível vigia os lucros.
Logo ali, onde há uma marca definitiva de riqueza.
Sinais de riqueza escondidos.
Minha mão pousa o anel que se enferrujaria no tempo.
Como se recuasse desse poderio.
Vejo que conserta, mecânica, o mostruário de veludo.
Um tabuleiro de brajás, de sementes, forma a sua mesa.
Ao lado, ranzinzas, peles lisas e estresses ( várias marcas ).
Um te pergunta se levasse três, um desconto?
Você o olha, pela primeira vez vejo que seus olhos são verdes.
São olhos que não fitam, apenas indagam.
Levanto disso. E ao virar as costas, o cenário abrupto da rua destaca a estrutura.
Um choque.
Como se a cidade toda me visse, e me absorvesse aos poucos, trançado.
O trânsito enfurece a tarde cinza. Um desordenado rumor ordenha o movimento.
Se o vermelho pára esse galope, o verde empurra a multidão em posições, e tantas, como em gingados de ginastas.
Atravesso a Paulista: na mente carrego um alpinista, no corpo, a avenida.
Há relógios que marcam o tempo, os graus, e o ar?
Não vejo se o ar está bom.
O ar não está bom, me diz o olhar do japa.
Os céus se movimentam para descer. Em placas.
Do som que entra pelos meus ouvidos, the carnival is over – e nenhuma cadência melhor, pois num crescendo as notas desenham as existências - como embrulhos.
O olhar cruza ( virtual, intruso, desatento ).
Alguém carrega a alma da cidade, e passa por mim.
Sua pele cinza. O vento balança as tranças da alma da cidade carregada.
Saltos altos desafiam a calçada, trepidam com rapidez pelas trilhas de coisas e a rispidez do cimento. Uma corda bamba invisível assinala o caminho.
A tarde se abre para o que não pára, e um vai e vem interminável forma ziguezagues
– caminhos na contramão do dia.
Passo a desejar portais: que além das nuvens surja o mar em tudo.
Tudo é passarela: o sinal estagna a multidão.
De cima vejo o chão: anéis, pulseiras de couro, ônix, ematita.
Do tecido, sua voz, seca, oferece os objetos, e como todos saem levando o cheiro de patchouli do incenso que lhe protege.
Da calçada da Fiesp você apenas expõe, não quer conversa.
Logo ali, onde o touro invisível vigia os lucros.
Logo ali, onde há uma marca definitiva de riqueza.
Sinais de riqueza escondidos.
Minha mão pousa o anel que se enferrujaria no tempo.
Como se recuasse desse poderio.
Vejo que conserta, mecânica, o mostruário de veludo.
Um tabuleiro de brajás, de sementes, forma a sua mesa.
Ao lado, ranzinzas, peles lisas e estresses ( várias marcas ).
Um te pergunta se levasse três, um desconto?
Você o olha, pela primeira vez vejo que seus olhos são verdes.
São olhos que não fitam, apenas indagam.
Levanto disso. E ao virar as costas, o cenário abrupto da rua destaca a estrutura.
Um choque.
Como se a cidade toda me visse, e me absorvesse aos poucos, trançado.
O trânsito enfurece a tarde cinza. Um desordenado rumor ordenha o movimento.
Se o vermelho pára esse galope, o verde empurra a multidão em posições, e tantas, como em gingados de ginastas.
Atravesso a Paulista: na mente carrego um alpinista, no corpo, a avenida.
Há relógios que marcam o tempo, os graus, e o ar?
Não vejo se o ar está bom.
O ar não está bom, me diz o olhar do japa.
Os céus se movimentam para descer. Em placas.
Do som que entra pelos meus ouvidos, the carnival is over – e nenhuma cadência melhor, pois num crescendo as notas desenham as existências - como embrulhos.
O olhar cruza ( virtual, intruso, desatento ).
Alguém carrega a alma da cidade, e passa por mim.
Sua pele cinza. O vento balança as tranças da alma da cidade carregada.
Saltos altos desafiam a calçada, trepidam com rapidez pelas trilhas de coisas e a rispidez do cimento. Uma corda bamba invisível assinala o caminho.
A tarde se abre para o que não pára, e um vai e vem interminável forma ziguezagues
– caminhos na contramão do dia.
Passo a desejar portais: que além das nuvens surja o mar em tudo.